sábado, 19 de julho de 2014

CONVERSAS PRIVADAS EM NEVERLAND COM MICHAEL JACKSON (15)


A senhora Danvers

''Nos primeiros anos de nossa amizade Michael tinha uma empregada que cuidava da casa. Sempre parecia estar em toda parte em segundo plano, completamente quieta e observando o que se passava.

Depois de vê-la muitas vezes em minhas visitas, eu perguntei a Michael um dia, se eu alguma vez ela sorriu.

Ele respondeu: "Você sabe, eu nunca havia me dado conta, mas acho que sim. Provavelmente o faz quando não estou aqui", disse ele.

Era pequena, bastante delgada e sempre usava calças e jaqueta combinando.

Michael parecia alheio ao que eu interpretava como um constante estado de irritação. Me lembrava a personagem do filme de Alfred Hitchcock lançado em 1940 - Rebecca - estrelado por Sir Laurence Olivier e Joan Fontaine. A mulher que interpretava o papel da Sra. Danvers era Dame Judith Anderson e era muito parecida na forma de se vestir.

Eu acho que ela era suficientemente educada para que Michael não a notasse, como a Sra. Danvers no filme, mas todos na casa pareciam afastar-se dela.

Um dia, na casa de Michael, percebi que esta mulher tinha ido embora há algum tempo. Perguntei a Michael:

"Sobre aquela senhora que costumava estar com a gente quando estávamos jantando, a que vesti terninho e cuidava a casa...''

Ele me disse o nome mas eu não me lembro.

"Ela ainda está trabalhando aqui?"

Michael balançou a cabeça e disse: "Não, eu tive que demiti-la. Ele acabou por ser parte de um grupo de pessoas que estavam roubando antiguidades e coisas do rancho, para vendê-las.''

"Como você se deu conta?''

"Eu percebi porque alguém viu uma das minhas mesas no Santa Inez Inn e me contou. Então eu fui lá e tenho a certeza que era a minha mesa. Confrontamos as pessoas envolvidas e eu tive que demiti-los. Ela era um deles", disse ele.

"Você a denunciou?'', perguntei.

"Não. Eu nunca o faço", disse ele.

O que implica que algo semelhante tinha acontecido antes. Então eu perguntei a Michael se ele recuperou a mesa.

"Não. Ainda está lá", disse ele.

"Você não a quer?", perguntei.

"Não, não parecia se encaixar bem lá e falei com a polícia e sobre toda a papelada que tinha que ser feita, não valeria o preço da mesa. Nunca apresentei queixa, nesse caso principalmente, pelas mesmas razões."

Fonte e tradução: Rosane - blog Cartas Para Michael

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8 comentários:

  1. Boa noite amiga, sabe que me impressionou esta passagem do livro... imagine morar sob o mesmo teto com pessoa(s) que esteja te roubando pelas costas..Ter um empregador maravilhoso não era o suficiente para essas pessoas.

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    1. Oi angel, boa tarde!

      É verdade. E imagina essa(s) pessoa(s) saindo da tua casa carregando as coisas.

      Morar com pessoas assim, nunca sabendo se você vai encontrar tuas coisas ao chegar em casa.

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    2. Incrivel o que a inveja, a ambição pelo dinheiro faz com que muitas pessoas passem por cima de qualquer valor moral. E olha que ainda alguns funcionários quiseram processar Michael, para ''tirar um por fora''.

      Lembro da passagem no livro do Cascio sobre Michael ter voltado de uma viagem e ter ficado exasperado ao encontrar o jardim descuidado e ele ter dito ao Cascio mais ou menos assim'' Tudo o que eu peço é que os empregados mantenham a casa em ordem''. Imagino o quanto o local e mordomias eram explorados e usufruídos por essas pessoas ainda mais na ausência de Michael, as vezes, por meses a fio.

      Boa tarde, angel! ♥

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    3. É uma ingratidão muito grande. Trabalhavam em um lugar maravilhoso, usufruíam de todo aquele espaço, tinha uma pessoa maravilhosa como Michael...

      Imagina trabalhar para Michael em qualquer lugar do mundo, ainda mais em Neverland! Seria maravilhoso sob todos os aspectos.

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    4. *:;;:*゚✿゚ฺ*:;;:*゚✿ฺ*:;;:*゚✿゚ฺ*:;;:*゚✿ฺ

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    5. ゚*:;;:*゚✿゚ฺ*:;;:*゚✿ฺ

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  2. Eu trabalharia até de graça pra ele!!

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    1. Boa noite Sendy. Obrigada pela visita!

      Sim, trabalhar para Michael, poderia ser até sem remuneração. rs

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