quinta-feira, 7 de março de 2013

LIVRO NEVER CAN SAY GOODBYE (BY KATHERINE JACSKON) - PARTE 6


Michael estava envolvido na composição musical de Billie Jean e Don't Stop Til 'You Get Enough - muitas vezes, produzindo muitos dos seus temas. Canções como Heal The World e Will You Be There estavam entre as favoritas do Michael, porque ele poderia transmitir a sua mensagem de paz e boa vontade aos seus fãs.

Com a ajuda de seus irmãos e irmãs na percussão, compôs duas músicas em casa, no estudo da JCI. Ele gostava de estudar e passar o tempo aperfeiçoando sua arte. Michael também compôs o sucesso de Diana Ross de 1982, Muscles e a canção de sua irmã Rebbie - Centipede - em 1984. Ele também co-escreveu We Are The Word em 1985 com Lionel Ritchie.

Uma das cenas do vídeo musical de Say, Say, Say com Sir Paul McCartney, e sua falecida mulher, Linda McCartney e minha filha Latoya Jackson foi filmada em um antigo rancho em 1983. Muitos anos depois, Michael comprou o imóvel de 2.700 hectares para transformá-lo no rancho Neverland. Michael era muito próximo de Paul e Linda por anos e frequentemente visitava os dois em sua casa, no Reino Unido.

Entre os amigos de Michael estava o comediante de Chicago, ativista dos direitos civis e nutricionista Dick Gregory. Michael conheceu Dick em 1978, no set de The Wiz, em Nova York. Michael ficou tão impressionado com o vasto conhecimento de nutrição e saúde de Dick que decidiu se tornar vegetariano.

Após uma reunião com Dick, me lembro do meu filho adotar um regime saudável com um dieta onde só podia comer peixe, frango e legumes, em vez de carne vermelha. Não demorou muito para que Michael encorajasse a família inteira a comer saudavelmente. Dick continuou a influenciar as práticas de saúde de Michael durante a sua carreira até ele se tornar um vegetariano restrito.

Vários amigos de Michael visitavam o camarim em seus shows, e alguns, como Miko Brando, ainda o acompanharam em turnê. Sammy Davis Jr. foi um querido amigo e fonte de inspiração para Michael. Os dois se conheceram no Lago Tahoe.

Uma noite depois de seu show, Michael olhava o relógio do Sammy - que tinha o espírito generoso - ele imediatamente o tirou e o deu para Michael. Até hoje ainda tenho esse relógio guardado.

Após usá-lo durante vários anos, Michael deu-me como uma lembrança. Raramente eu usava jóias. Através de sua experiência com os mentores de grande coração como Sammy, Michael continuou durante a vida a tradição de ser generoso.

Não era incomum para Michael dar aos seus amigos e fãs coisas que ele sabia que eles admiravam.


Eu sempre disse a Michael: ''Você só recebe da vida, o que você colocar nela.'' Eu acho que essas palavras ficaram com ele. Michael sempre soube o que queria fazer e até onde ele queria ir. Ele acreditava no trabalho duro, em uma atitude positiva e perseverança.

Não importava o que ele se propusesse a fazer em sua carreira, ele não se contentava em ser apenas "bom"... tinha que ser o seu melhor. Ele trabalhava tenazmente, pelo tempo que levasse até que ficasse satisfeito com o resultado.

Seus esforços não pararam por aí também. Acima e além de sua tenacidade estava a sua visão. Michael costumava tomar notas para si mesmo. Às vezes ele rabiscava uma data para o seu álbum estar no topo das paradas em seu espelho, para que ele pudesse vê-la todos os dias, como um lembrete. Ele, então, trabalhava e criava estratégias para alcançar seu objetivo.

Tão ambicioso, Michael sempre definia objetivos profissionais muito elevados para si mesmo superar. Ele se esforçou para ser o melhor em seu campo, e dar tudo o que tinha para alcançar o seu sonho.

Por exemplo, antes do sucesso do álbum Thriller, Michael falou sobre a sua intenção de criar o álbum mais vendido de todos os tempos. Ele era um visionário e específico em sua ambição. Qualquer um que trabalhasse com Michael pode atestar que ele simplesmente não iria se contentar com nada menos do que a perfeição.

Quando começou com apenas sete anos de idade, Michael aprendeu tudo o que sabia sobre a indústria de entretenimento através da pura experiência. Ele sempre usou sua intuição como uma ferramenta para fazer negócios e decisões criativas, o que, com o tempo, provou ser muito lucrativo para ele.

À medida que amadurecia, ele esperava a dedicar menos tempo ao negócio e mais para a sua arte. A maioria dos cuidados de seus negócios foram deixados nas mãos de seus associados. Sendo tão confiante como ele era, Michael ficou desanimado ao saber que vários funcionários e associados o traíram, e ainda não estava em sua natureza processá-los.

Michael recebeu uma grande quantidade de críticas negativas e reação da mídia quando ele comprou o catálogo dos Beatles. Muito antes que ele tivesse seus próprios filhos, Michael veio até mim e disse: "Nossa família nunca mais terá que se preocupar com dinheiro, por causa dessa decisão de negócios."

As pessoas comentaram que ele pagou caro demais pelo catálogo, mas Michael sabia que o seu investimento iria crescer. Ele estava certo. Ele estava sempre olhando para frente.''

Tradução: Rosane - blog Cartas Para Michael

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