quarta-feira, 6 de março de 2013

LIVRO NEVER CAN SAY GOODBYE (BY KATHERINE JACSKON) - PARTE 5


Enquanto isso, o resto da família começou a ter interesse no show business e, entusiasmados a ajudar os meninos a se prepararem para suas performances. Janet, LaToya, Rebbie e Randy estavam, muitas vezes, presentes durante os ensaios, emprestando seu tempo e também as suas vozes para fazer as vozes de fundo do grupo.

Seus fãs e companheiros de equipe o coroavam como o Rei do Pop, um ícone e uma lenda. Mas sendo uma estrela tão grande como era, eu sempre vi Michael Jackson apenas como o meu filho. Sua fama não me ocorreu até que eu levei ao Echo Arena em Liverpool, em 29 de agosto, no seu aniversário.

O estádio inteiro estava decorado com balões e faixas com os dizeres Feliz Aniversário Michael - para mim foi um gesto enorme. Houve gritos e cânticos animados de, pelo menos, 70 mil fãs. E havia 30.000 esperando ansiosamente por sua atenção, no lado de fora.

Fiquei surpresa e impressionada com a multidão de pessoas que estavam lá por meu filho. Fiquei realmente impressionada. E de alguma forma, por tudo isso, Michael foi capaz de permanecer com os 'pés no chão'. Não há dúvida de que meu filho tem conseguido grandes coisas em sua vida, mas ele sempre queria mais. Ele era ambicioso. Ele era um sonhador.

Lembro-me de alguns dos destaques da extraordinária carreira de Michael. Ele estava atento ao Grammy em 1983, após o lançamento de seu primeiro álbum solo Off The Wall. Não tendo recebido o reconhecimento que esperava naquele ano, Michael estava desapontado, mas não desanimado.

Firme em seu objetivo de mudar o resultado, eu me lembro dele dizendo: 'Ah mãe... no próximo ano, terão que olhar para mim.'

No ano seguinte (1984) foi lançado Thriller. Michael foi indicado a 12 prêmios Grammy e levou para casa oito. Hoje, ainda detém o recorde de maior número de Grammys ganhos por um único artista em um ano.

Quando Michael renovou nossa casa em Encino, construiu um estúdio em cima da garagem e o chamou de Jacksons Communications Inc. (JCI). Lá, ele passava inúmeras horas ensaiando para shows.

Michael não praticava exercícios para manter a forma durante a turnê, no entanto, ficava envolvido no ritual da dança durante várias horas, todos os domingos. Em um esforço para desenvolver a força vocal de sua coreografia, Michael cantava e dançava no estudo.

A metodologia empregada foi a intuição e, acredito, o trabalho duro e perseverança. Ele tentou oferecer desempenho energético, construído sobre uma inovadora coreografia e efeitos especiais em cada show, o que fez delas, únicas.

As influências de Michael na dança foram o grande Fred Astaire e o lendário James Brown. Ele se referiu aos ícones de seu tempo, mas ao mesmo tempo, estava disposto a colaborar com o talento contemporâneo. A fusão da tecnologia antiga e nova foi responsável por muitos clássicos de Michael, embora seu foco, no cenário, fossem progressivos.

Um dos 'momentos Michael' dos quais mais me orgulho, foi a primeira vez que ele fez o moonwalk, durante sua performance solo de Billie Jean em 25 de março de 1983, durante os 25 anos da Motown.

Ele ensaiava no espetacular estúdio em cima da garagem, tentando manter em segredo. Na verdade, a primeira vez que eu vi o moonwalk, eu estava no palco, bem como todo o mundo.

Minhas canções favoritas de Michael Jackson são duas: Man in the Mirror e Earth Song, lançadas em 1988 e 1995, respectivamente.

Outra das minhas músicas favoritas do Jackson Five era Man of War. Eu gostava especialmente da letra: ''Não vá para a guerra, estude sobre a Paz, porque é da Paz que precisamos...''

Michael amava o encanto do teatro e lutou para incorporar apresentações semelhantes em suas performances. Destaque na forma como capturar e manter a atenção do público, transmitindo o mesmo carisma e a excelência de seu mentor Fred Astaire. Ele queria dar ao público tudo o que ele tinha.

Michael começou a usar uma luva branca com lantejoulas em meados dos anos 80. Foi uma daquelas coisas que ele achava que poderia lançar moda. Quando o seu couro cabeludo foi queimado durante um acidente no palco em 1984, usando uma luva, ele acenou para os fãs, enquanto era levado em uma maca.

A luva ficou famosa depois disso. Também começou a usar chapéus fedoras e outros acessórios quando estava em público, para se esconder e proteger sua cabeça, após o acidente.

Ele também se tornou uma tendência. Gostando de cantar e dançar de forma natural, Michael também era capaz de escrever e compor músicas da mesma maneira. Em alguns casos, escrevia uma música inteira, à noite. Muitas vezes eu o ouvia caminhando em seu quarto, porque a inspiração surgia no meio da noite.

Tradução: Rosane - blog Cartas Para Michael

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