terça-feira, 5 de outubro de 2010

A GRANDE E INCOMPARÁVEL AMIZADE ENTRE MICHAEL E ELIZABETH TAYLOR


Em 1999, em uma entrevista à revista 'Talk', Michael e Elizabeth Taylor, mais uma vez, falaram sobre a sincera e verdadeira amizade que os unia, a identificação que sentiam um pelo outro.

Na entrevista, Elizabeth descreveu o amigo como mágico, carinhoso, meigo e sincero. Disse também, que a amizade deles era mais duradoura do que qualquer um dos casamentos dela. 

"Ele faz parte do meu coração. Nós faríamos qualquer coisa um pelo outro."

Michael, por sua vez, retribuiu dizendo:

"Ela é um cobertor quente e confortável no qual eu adoro me aconchegar e com o qual adoro me cobrir. Posso me abrir com ela e confiar. Ela é a Madre Teresa, a Princesa Diana, a Rainha da Inglaterra e a Wendy."

No início da década de 2000, Michael conheceu o rabino Boteach e, em conversas gravadas por este, Michael fala sobre a grande amiga.  

"Elizabeth Taylor é bem como uma criança. Não há o que você possa fazer quando ela diz: 'Eu não quero fazer isso.' Quando saiu 'Vida de Inseto', ela me perseguiu até conseguir ajustar minha agenda para podermos assistir esse desenho. Então tivemos que ir a um cinema público às 1:00 h mais ou menos. 

Ela me fazia sair toda quinta-feira, pois ela dizia que eu era muito recluso. Todo mundo estava no trabalho, então não havia ninguém lá e nunca pagamos... Nós chegamos sem nada e eles diziam sempre: 'Oh meu Drus. Elizabeth Taylor e Michael Jackson.' Nós tínhamos pipoca grátis, tudo. 

Ela adorava Vida de Inseto e ama Neverland. Ela vai ao carrossel e na roda gigante, mas não nos carrinhos de bate-bate. Há outra qualidade de criança em Elizabeth Taylor. Em Jane Eyre quando ela tinha 8 ou 9 anos. Nossos pais eram muito parecidos, duros, difíceis e brutais. Ela é brincalhona, jovial e feliz, e acha uma forma de rir mesmo quando está sofrendo. Está sempre pronta para brincar qualquer jogo, ir nadar. Ela é muito boa com crianças. Ela adora brinquedos e desenhos animados.

Eu aprendi muito com ela. Ela me conta sobre James Dean, Clark Gable, Spencer Tracey e Montgomery Clift porque ela filmou com eles. Ela me conta como eles realmente eram, os que eram pessoas legais e os que não eram.

Estávamos em Singapura - ela esteve na maior parte da turnê Dangerous comigo - e decidimos que iríamos ao zoológico. E saíamos, tivemos nossa turnê particular e nos divertimos. Ela é madrinha de Prince e Paris e Macaulay é o padrinho. 

Ela reteve aquelas qualidades de menininha. A meninina que você vê em Jane Eyre e em Lassie Come Home, ainda está lá. Está nos olhos dela. Ela tem esse brilho como uma criança. Ela é tão doce. Mas Shirley (Temple Black), também. Ela diz: 'Você entende, não é? Você é um de nós!'(Elizabeth Taylor e eu).

Nós somos como irmão e irmã, mãe e filho, amantes... era um potpourri... É algo especial. Nós ficamos choramingando ao telefone... 'Eu preciso de você... Oh, eu preciso de você, também.' Podemos conversar sobre qualquer coisa. Ela tem sido minha mais leal amiga. Ela diz que me adora e que faria qualquer coisa por mim. Ela diz que Hollywood teria que escrever um livro sobre nós dois. Nós temos que fazer alguma coisa juntos. 

Se eu fico com ciúmes? Sim e não. Eu sei se fizermos alguma coisa no sentido romântico a imprensa seria tão má e repugnante e nos chamaria de  'O Casal Estranho'. Transformaria tudo num circo e isso é a dor de tudo. Sabe, eu a empurro na cadeira de rodas às vezes quando ela não consegue andar. Não é da conta de ninguém o que temos.

Eu tenho que estar com pessoas como eu. Alguns rappers dizem para mim: 'Vamos sair. Vamos a um clube.' E eu digo, 'O quê? Sair? Eu acho que não!' Esse tipo de coisas não é parte de mim. Naquela turnê (Dangerous) ela me alimentou, pois eu não queria comer. Quando eu fico chateado, eu paro de comer, às vezes até eu cair inconsciente.  

Ela pegava a colher, abria minha boca e me fazia comer. Ela dizia que não me deixaria ir sem ela, e os médicos dela a aconselhavam a não fazer isso. Ela foi a Tailândia e seguiu com a turnê até Londres." 

Em 2007, Elizabeth Taylor concedeu uma entrevista a Larry King. 

Ela contou como eles se conheceram e se tornaram amigos e mais uma vez defendeu o amigo das falsas acusações de pedofilia.

Ao ser perguntada se Michael iria voltar a morar nos EUA novamente, Elizabeth foi taxativa dizendo: 

"Por que deveria? Ele tem sido tratado como lixo aqui."
  
VÍDEO DA ENTREVISTA


 TRADUÇÃO

LARRY KING: Sobre Michael Jackson... Como se iniciou a amizade?

ELIZABETH TAYLOR: Eu fui a um de seus shows e não consegui ver nada. Estávamos no estádio e não vimos. Eu trouxe comigo 30 pessoas e não conseguíamos sequer ouvir. Então fomos para casa assistir. E Michael soube que eu havia ido embora e me ligou no dia seguinte em lágrimas. Então expliquei que tinha ido embora porque não conseguia vê-lo ou sequer ouví-lo.
E nos falamos por telefone por umas três horas e, desde então, nos falávamos com freqüência. Nos tornamos bons amigos, falando tudo um para o outro.

KING: Por que você gosta tanto dele?
 

TAYLOR: Porque somos muito semelhantes.
 

KING: Vocês são?

TAYLOR: Sim. Tivemos uma infância horrível. Bem, trabalhando desde os 9 não se pode dizer que tivemos infância. Ele iniciou aos 3, e certamente não teve infância.

KING: Você falou com ele recentemente?
 

TAYLOR: Sim, claro.
 

KING: Como ele está? Onde ele está?
 

TAYLOR: Ele parece estar feliz.
 

KING: Onde ele está?

TAYLOR: No momento, acredito que ele estava em Londres...

KING: Mas estava em Tóquio recentemente, e antes em Londres.

TAYLOR: Sim.
 

KING: Mas ele mora no Bahrain?
 

TAYLOR: Correto.
 

KING: O que você achou das acusações contra ele?
 

TAYLOR: Eu nunca fiquei tão irritada em minha vida.

KING: Mas você não acha, Elizabeth, que seja muito estranho ter alguém aos 40 passando noites com crianças. Se ponha no lugar.

TAYLOR: Certo. Eu responderei que, porque eu estive lá, quando os sobrinhos dele estavam lá, e todos nós estávamos na cama enquanto assistíamos televisão. Não havia nada anormal nisso. Não havia nenhum problema. Nós rimos como crianças e nós assistimos muito Walt Disney. Não havia nada estranho nisso.

KING: E você acha que foi armação?
 

TAYLOR: Certamente.
 

KING: Pelas autoridades?

TAYLOR: Eu acredito que tenham sido dos paparazzi , a imprensa.

KING: Acha que ele volta a trabalhar?
 

TAYLOR: Eu não acredito tão logo. Exceto na Europa.

KING: Você não acha que ele possa morar nos Estados Unidos novamente?

TAYLOR: Bem, na verdade, porque ele deveria? Ele tem sido tratado como lixo aqui.

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